quinta-feira, 9 de julho de 2009

Momento inesperado

Sentada naquela esplanada bebericando um café, olhando o horizonte, perdida em pensamentos sinto como que uma força inexplicável e algo me faz desviar a intróspectiva dos meus devaneios, olhas-me concentrado, como que a chamar por mim. Olho-te bem seria e concentrando os meus olhos nos teus, sinto crescer em mim, um calor que me sobe por todo o corpo e se vem espelhar no meu rosto, para que percebas que me apeteces te mesmo que eu não o quisesse demonstrar.
Sorriste...Um sorriso tão doce e ao mesmo tempo tão matreiro.
Olhaste-me de novo, ainda mais serio, com mais certeza, teus olhos diziam, quero-te! Aqui, agora....
E ficamos assim, durante um tempo tão mágico, que pareceu eterno.
E de repente, sem saber como levantas-te e deixas no ar o teu cheiro que vem até a mim, como um louca provocação. Desaparesceste. Envolveste-te na multidão. Fiquei ali parada, de novo envolta nos pensamentos, mas em ti, sentido cada segundo daquele breve encontro e ainda com a pele a arder ao leve sentir do teu sorriso.
Sem que me aperceba, aproxima-se de mim um garçon que me entrega um bilhete, abro o bilhete, o coração aos saltos, sabia de antemão que era teu, mas nada antevendo o que poderia ser, olhei estupefacta, excitada e já com as entranhas a escorrer, dizias simplesmente:
"Se o o que li no teus olhos e vi nas tuas faces rosadas for o que penso, vem... espero-te no WC do andar de cima..."
Não consegui parar para reflectir, tamanho era o desejo, que se apoderava de mim, tamanha era a excitação que já escorria do meu corpo.
Saí apressada, a passos largos, cheguei lá acima em tão pouco tempo que pensei que tivesse voado.
Abri a porta, olhaste-me, silenciosamente, puxaste me para ti, e beijaste-me um beijo carregado de desejo, uma boca sedente, gulosa e ardente de tesão.
Que beijo....
Agarraste em mim, numa força bruta, descontrolada, sentaste-me no autoclismo, segurei-me para traz e as tuas mão loucas arrancaram-me as cuecas e a tua boca apoderou-se do meu sexo, sugando-o e lambendo-o de forma tão louca que me esqueci de onde estava e gemi de prazer, quando estava quase a explodir, pões no chão curvas-me de cu empinado para ti e sinto o teu sexo, quente a pulsar dentro de mim, paras e recomeças em estocadas lentas e intensas, e assim, nesta loucura instantânea, nesta sede incontrolável de voar, sinto escorrer o teu suco quente em mim, e os dois voamos naquele WC.
Recompostos, deixamos aquele lugar.
Voltaremos a ver-nos?
Não sei, respondi.
Talvez....
Num outro dia, numa outra tarde, num outro tempo.
Adeus...