terça-feira, 21 de outubro de 2008

Lembras-te?



Nossos olhos se encontram, sorrimos! Não são precisas palavras, no olhar vemos a transparência, o brilho intenso do desejo que queima a nossa pele na vontade de deixar as mãos seguirem a sua vontade.
Tocamo-nos levemente, e as pontas dos dedos deixam um rasto de fogo na pele, despertam os sentidos adormecidos, as bocas unem-se lentamente, o beijo é doce, suave, calmo, apaziguador, mas assim vai-se tornando intenso, abrasador…e amamo-nos nestes lençóis macios, juntos fazemos sentido, assim, sou imensamente tua, buscamo-nos uma e outra vez, e mais e mais….
Na exuberância do nosso desejo, da nossa vontade do nosso tesão, que devora o tempo e se transforma num delicioso prazer, seguidamente beijo a tua boca, dela bebo a bebida que refresca a alma e descanso o corpo enroscada em teu corpo, deliciosamente no silencio da nossa tarde, do tempo que roubamos ao tempo. Sou tua!!
Tocamos juntos o céu e voltamos depois de por lá pairar.
És o meu tesão, mais gostoso, adoro provocar-te deixar-te em brasa, fazer com que me desejes, que me queiras e que isso se transforme em mais que sexo, paixão, amor.
Que seja algo grandioso, sublime. Juntos ultrapassamos a barreira. Somos, sexo de todas as formas e mesmo assim ainda contínua sendo algo mais, descobrimo-nos, sentimo-nos, queremo-nos.
Não sabemos até quando, mas isso não interessa temo-nos neste momento único e aqui somos um do outro. Sentimo-nos vivos e voamos por este quarto, ao sabor dos nossos gemidos. Juntos somos um do outro, juntos inventamos o nosso prazer, o nosso sentir, único e sublime. Aqui neste quarto, nesta tarde, entramos um no outro e o nosso prazer fica a pairar, o nosso odor enche o ar e respira-lo faz ainda sentirmo-nos mais desejosos, de nos penetrarmos, de misturar os nossos fluidos, de nossas bocas lamberem e chuparem cada gota do prazer que sabemos nos dar, deliciarmo-nos com os sabores agridoces dos nossos corpos que se entregam á luxúria única do prazer. E pelas nossas bocas escorre o doce néctar que o nosso prazer explode e subimos num voo errante, a mais doce sensação de leveza… Sublime!
São assim as nossas tardes.
Lembras-te?
Lembras que na minha boca o teu sexo vibra, e esqueces de onde estás.
Lembras-te?
De cada vez que a minha boca chupa e aperta esse teu sexo quente, tu soltas gemidos de intenso prazer e pulsas na minha boca descontrolado.
Lembras-te?
Lembras o voo que sentimos quando lambemos o buraquinho anal um ao outro, até nos falta o ar, temos que inspirar e expirar de novo, tanto prazer quase nos sufoca. E essa língua quando toca o meu clítoris já inchado e intumescido de prazer, solto gemidos roucos intensos.
Sublime…
Lembras-te?
São assim as nossas tardes!