quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Serve-te...


Desperto lentamente, a brisa fresca do mar entra pela janela e causa-me arrepios. Abro os olhos e já não estás ao meu lado, procuro-te e não te encontro. Onde estás?
Só o silêncio me responde.
Levanto-me e apetece-me algo que me aqueça, vou fazer um chocolate bem quente para bebermos juntos aconchegadinhos um no outro, a sentir esta aragem que envolve a manhã e nos envolve.
Derreto o chocolate… espero… não chegas, esta espera enlouquece-me, o aroma do chocolate quente inebria-me, deixa-me as ideias a ferver, o corpo escalda-me, a brisa que me toca, dá-me choques de tortura e prazer…
Fecho os olhos, lembro-te…
Já tenho a calda de chocolate espalhada pelo corpo, todo sem excepção, já sinto a tua boca cheia de gula, a língua macia a percorrer a devorar todo o chocolate, a deliciar-se no meu corpo.
Sinto-me em chamas.
Espero-te.
A porta está entreaberta, não demores…
Chegas, gelado pelo frio que se sente lá fora, molhado pela chuva fininha que começou a cair.
Olhas-me com esses olhos malandros que me percorrem o corpo a pingar de chocolate, e esta visão deixa-te em fogo.

Queres?
Vem...
Serve-te!